Abrir arquivos com um programa do Wine

sexta-feira, 27 de junho de 2014


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Update 28/06/14: Tive uns problemas com o exemplo desse post. Mais noticias no link. Por isso editei esse post para dar de exemplo o XMPlay

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Olá!

Estou passando aqui hoje para comentar que consegui resolver o problema de associação de arquivos que comentei no artigo sobre o Wine. Se você ainda não leu, recomendo a leitura :)


Esse post é dedicado a ensinar como faz para Abrir arquivos com um Programa do Wine no Gnome. No final, é mais simples do que parecia.

Iremos precisar:

  • Um editor de textos (gedit  serve)
  • O Wine Launcher Creator (comentado no artigo sobre o Wine)
  • O programa que vc deseja usar (que já deve rodar via Wine)
  • A senha do usuário root

Vamos lá!


1)  Começamos com a criação do "lançador" do seu programa. Esse é um arquivo .desktop, similar aos atalhos do Windows.  

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Lembrem que já fizemos isso no post sobre o Wine. Se você já fez, pode pular esse passo. O arquivo para editar com o Gedit (passo 2) já estará na pasta indicada no passo 3. Você precisa ir até a pasta indicada em 3, e fazer a edição indicada em 2. Depois vá para o passo 4.
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Para criar o lançador, usamos o Wine Launcher Creator. Abra ele, selecione o aplicativo clicando em "Browse" logo na primeira linha. Aponte o executável que irá abrir o arquivo. Na imagem abaixo, eu estou criando o lançador para o XMPlay. 

*detalhe: A pasta .wine dentro do seu home é oculta. Aperte CTRL+H para exibi-la*



O resto das opções você pode deixar padrão. Clique no botão lá de baixo, no meio da tela: Create Exe Launcher

O programa irá criar o arquivo .desktop na sua area de trabalho.





2)  Agora precisamos editar esse arquivo com o gedit. Abra o gedit e "arraste o atalho para dentro da janela" ou chame-o via terminal.

gedit ~/Desktop/XMplay.desktop

O que iremos fazer aqui é adicionar o z:%f no final da linha Exec.

antes estava assim:

Exec=sh -c "env WINEPREFIX='/home/dn/.wine' wine '/home/dn/.wine/drive_c/Program Files (x86)/XMPlay/xmplay.exe'"

Depois da mudança ficou assim:

Exec=sh -c "env WINEPREFIX='/home/dn/.wine' wine '/home/dn/.wine/drive_c/Program Files (x86)/XMPlay/xmplay.exe' z:%f"



Feito isso, salve e feche o gedit.


3)  Agora, precisamos mover esse arquivo .desktop para a pasta /home/seu usuario/.local/share/applications

no meu exemplo, eu digitei no terminal:

mv XMPlay.desktop ~/.local/share/applications



4) Nesse passo vamos editar o arquivo que guarda as "associações de arquivos e programas". Para isso precisaremos da senha do root. Digitem no terminal:

sudo gedit /etc/gnome/defaults.list

Nesse arquivo procuramos pela extensão que queremos alterar e dizemos que é para usar o nosso launcher criado no passo 1.

No meu exemplo, procurei por mp3 e substituí por o original (era rythmbox.desktop) por XMplay.desktop  Após isso, salve e feche o arquivo.





5) No último passo, rodamos o programa para atualizar o banco de dados das aplicações. Digite no terminal:

update-desktop-database ~/.local/share/applications/

E pronto. Só testar. Aqui, ao dar duplo clique em qualquer arquivo .mp3 ele abre automático com a aplicação desejada. Era o que eu precisava!

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Fiz mais testes usando o Foxit PDF e associando os arquivos .pdf, e com o uTorrent, associando os .torrent.  Funcionou perfeito!

Além disso, agora sua aplicação abre na tela de Aplicações Preferenciais, o que antes não acontecia:  System -> Preferences -> Preferred Applications




E o mais legal: Essa solução eu descobri depois de várias pesquisas no google. E advinhem qual site me ajudou? 

http://mudandoparaolinux.blogspot.com.br/2009/03/associando-torrent-como-padrao.html

Isso mesmo! Um artigo aqui do MPL mesmo, escrito pelo Phoenix, em 2009 (!) , foi que me apontou a direção correta na solução do problema.  Só adaptei a solução dele para usar o wine launcher creator.

Arquivos compactados no Linux

segunda-feira, 23 de junho de 2014



Hoje eu precisei comprimir uns backups e fiquei na dúvida sobre qual formato usar. No "outro sistema" não há dúvidas: O 7zip é o melhor formato. Mas como ele se comporta quando confrontado pelos formatos de compressão existentes no Linux?

Resolvi fazer um teste na prática: Vou comparar diferentes compressões no 7zip e no Tar e medir o tempo dessas compressões usando o comando "time".

O tar é um programa famoso de compressao no linux, sendo ele + os "plugins" o padrão para tudo no mundo do pinguim compactado. Ele é rápido, estável e conhecido. Não possui interface gráfica, apesar do seu uso ser simples. Farei outro post separado disso. Veja os links ao final desse tópico, agora vamos nos manter apenas no teste.

Já o 7zip é famoso lá no windows. É (dos programas que eu conheço) um dos que mais fornece compactação. Instalar ele no linux é muito fácil:

sudo apt-get install p7zip

Diferente do que acontece no windows, aqui no pinguim ele não possui interface gráfica. Mas o comando para usar é simples e farei outro post separado disso. Veja os links ao final desse tópico, vamos nos manter apenas no teste.

Vou mostrar os resultados de duas sessões: Na primeira compactei uma pasta com faixas MP3 e na segunda uma pasta com vários documentos.

Como é um teste prático, fiz duas compactações em cada caso e tirei a média dos resultados. Também fiquei usando o computador durante os testes para escrever o post e navegar na web, tornando os resultados mais próximos do real.


Vamos lá!


Resultados da sessão 1:

A pasta de músicas é de um disco do compositor Vangelis (famosão com trilhas sonoras de filmes) e tem 213,1 MB.

7z c/ compressão ZERO (MIN)
time 7z a -mx0 -t7z Vangelis-mx0.7z Vangelis/
   tempo real     0m0.467s

7z c/ compressão CINCO
time 7z a -mx5 -t7z Vangelis-mx5.7z Vangelis/
  tempo real    0m36.404s

7z c/ compressão NOVE (MAX)
time 7z a -mx9 -t7z Vangelis-mx9.7z Vangelis/
  tempo real    1m17.239s

Ao final, os 3 arquivos foram criados. Lembrando que a pasta inicialmente possui 213,1 MB

213,1 MB Vangelis-mx0.7z
209,9 MB Vangelis-mx5.7z
210,1 MB Vangelis-mx9.7z


Vamos ver com o Tar agora.

Tar c/ compressão ZERO (MIN)
time tar cvf Vangelis.tar Vangelis/
  tempo real    0m0.284s

Tar c/ compressão zip
time tar zcvf Vangelis.tar.gz Vangelis/
  tempo real    0m9.249s

Tar c/ compressão BZIP
time tar jcvf Vangelis.tar.bz2 Vangelis/
  tempo real    0m50.044s

Tar c/ compressão XZ (MAX)
time XZ_OPT=-9 tar cJf Vangelis.tar.xz Vangelis/
  tempo real    3m9.507s

Ao final, os 4 arquivos foram criados. Lembrando que a pasta inicialmente possui 213,1 MB

213,1 MB Vangelis.tar
211,9 MB Vangelis.tar.gz
211,9 MB Vangelis.tar.bz2
209,6 MB Vangelis.tar.xz

O único detalhe dessa rodada de testes é que faixas em MP3 já são arquivos comprimidos, então realmente o resultado esperado era esse: baixa compressão.

Notem também que o tar usando compressão XZ foi o melhor resultado, mas também o mais lento. O 7zip foi 145% mais rápido que ele e apenas 0,3% menos eficiente na compressão.



Resultados da sessão 2:

Agora vamos testar com outro tipo de objeto: Uma pasta com arquivos de backup. Nela, temos 1435 documentos mistos (txt, doc, pdf, xls, jpg, png, zip, etc) e ela possui 1GB.

Vamos repetir o teste com os mesmos parâmetros:

7z c/ compressão ZERO (MIN)
time 7z a -mx0 -t7z docs-mx0.7z docs/
  tempo real    0m3.503s

7z c/ compressão CINCO
time 7z a -mx5 -t7z docs-mx5.7z docs/
  tempo real    5m4.342s

7z c/ compressão NOVE (MAX)
time 7z a -mx9 -t7z docs-mx9.7z docs/
  tempo real    8m0.535s

Ao final, os 3 arquivos foram criados. Lembrando que a pasta inicialmente possui 1,0 GB.

1,0   GB docs-mx0.7z
851,0 MB docs-mx5.7z
841,6 MB docs-mx9.7z



Vamos ver com o Tar agora.
Tar c/ compressão ZERO (MIN)
time tar cvf docs.tar docs/
  tempo real    0m1.429s

Tar c/ compressão zip
time tar zcvf docs.tar.gz docs/
   tempo real    0m45.416s

Tar c/ compressão BZIP
time tar jcvf docs.tar.bz2 docs/
   tempo real    4m5.292s

Tar c/ compressão XZ (MAX)
time XZ_OPT=-9 tar cvJf docs.tar.xz docs/
   tempo real    7m11.906s

Ao final, os 4 arquivos foram criados. Lembrando que a pasta inicialmente possui 1,0 GB.

1,0   GB docs.tar
945,2 MB docs.tar.gz
936,6 MB docs.tar.bz2
826,9 MB docs.tar.xz


Os resultados estão dentro do esperado: Quanto maior a compressão, maior o tempo. Vejam como coseguimos compressão próximas a 15% nos dois programas.

Notem também que o tar usando compressão XZ foi novamente o melhor resultado, sendo o 7zip além de pior, mais lento. O tar foi 12% mais rápido, e aprensentou uma eficiencia 2% maior.

Imagens facilitam visualizar os resultados. Vamos a elas!

Aqui vemos (e era esse o meu intuito inicial) que devemos comparar 7zip-0 com tar, 7zip-5 com gzip/bzip e 7zip-9 com tarxz.

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Os dois graficos acima são da rodada um, aonde compactamos uma pasta de mp3. Quanto menor as barras, melhor. Notem os melhores resultados de compressão no 7zip5, 7zip9 e no tarXZ.  Note também como o tempo levado no tarXZ é muito mais alto que o do 7zip9.

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Esses são os gráficos para as pastas de documentos de 1GB. Quanto menor as barras, melhor. Vejam novamente a pequena diferença de compressão entre 7Zip 5 e 9 e o tar XZ.


E as conclusões?


Eu diria que as duas ferramentas estão equiparadas. Tivemos diferenças de 3~5% entre elas, hora com o Tar ganhando, hora com o 7zip. Eu considero um empate técnico.


Porém 2 ressalvas: 

1) O formato tar.xz não é reconhecido por padrão pelo 7zip do windows. Ele consegue extrair sim, mas vc tem que mandar ele fazer isso. Dar duplo clique não abre o 7zip.

2) O 7Zip não mantém as permissões LINUX dos arquivos. Permissões são uma forma que o sistema usa para separar arquivos de usuários diferentes, arquivos somente leitura, arquivos do root (o administrador), etc. Ou seja, não preservar isso é um defeito muito grande. Então não é bom que se use o 7zip no pinguim. Porém, se vc não se importa com isso, ou se ainda vai manter os seus dados em uma partição NTFS para manter compatibilidade com o windows, não há o motivo para se preocupar com isso.

No final a conclusão é: Se vc vai ficar no linux ou se precisa manter as permissões dos arquivos use o Tar. Se não se importa com isso, a escolha é sua.


Como tudo no mundo Linux. A escolha é sempre sua. Liberdade é isso  :)


Links:
Como usar o 7zip no Linux (em breve)
Como usar o Tar no Linux (em breve)

BACKUP e Sincronização

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Quando eu comecei a trabalhar com computadores, eu me deparei com um problema que antes eu não tinha: Como carregar arquivos entre diferentes locais de trabalho?

Meu tipo de trabalho envolve editar arquivos grandes. Um projeto simples, com 10 ou 15 componentes passa fácil de 100MB, o que inviabiliza ficar mandando por email.

Durante muito tempo, me bastou ter um CDRW – eles eram caros, lentos e vivam dando problema -  que foi substituído por um pendrive - o primeiro que comprei tinha 128MB, o último 16GB - e eu conseguia suprir essa necessidade.

Ao começar a usar notebook para estudo, comecei a fazer cópias dos “meus documentos” e levar para lá e para cá. Aposto que vocês sabem aonde eu vou chegar…


Eu me perdi nos arquivos.


Versões diferentes, no computador Desktop, nos pendrives e no notebook. E quando tudo parecia perdido achei que um HD Externo resolveria o problema.

Estava errado.

Era mais um lugar para eu “perder” arquivos. Me perguntar “aonde foi que eu salvei tal arquivo” se tornou algo comum. E ficar procurando entre pendrives, notebook e hd externo era algo mais comum ainda :(

Procurei por alguns programas de sincronização até que achei um bom e grátis. O SyncToy da Microsoft (pasmem! Bom e GRATIS!). Usando ele você pode definir diretorios que devem permanecerem sincronizados e ao rodar a sincronia ele fará um apanhado dos dispositivos e os deixará iguais.

É uma ferramenta simples e funcional. Roda em Windows e exige o .NET.

Nesse meu retorno ao Linux foi uma das ferramentas que começou a fazer falta. Chegou a ponto de eu entrar no windows apenas para rodar o Sync. Quando vc se acostuma com uma facilidade dessas é fogo :P

Então fui procurar uma ferramenta para o Ubuntu aqui com esse mesmo foco em mente: Tem que ser simples, e ser funcional.  E eu achei :) 


Vantagens: Completo de opções, relativamente rápido de executar, permite rodar entre partições FAT/NTFS/Linux, Permite várias tarefas de sincronia (eu tenho mais de 5!), permite rodar em modo “simulação” para você testar sua configuração.

Desvantagens: Abandonado pelos desenvolvedores. Funciona bem, mas está orfão :(


Como instalar (Ubuntu):

sudo apt-get install luckybackup


Agora vocês podem configurar cada “tarefa” de sincronia ou backup, ou fazerem uma tarefa que pegue tudo, se no seu caso estiver tudo no mesmo HD de origem.

No meu caso, os arquivos estão em várias partições, então tive que construir várias tarefas. Vejam:




Notem também que é obrigatório marcar a opção “Destino é FAT/NTFS” caso seja o caso.

Usando aplicativos do Windows no Linux

domingo, 15 de junho de 2014

Quem sai do Windows e começa a usar o Linux de cara já sente falta das aplicações favoritas.  Sabemos que boa parte do tempo que passamos em PCs hoje ficamos na Web, então de navegadores estamos bem servidos. Mas e o resto?

Versões como o Ubuntu e o Linux Mint são bem completas, elas já vem com players de audio, video, navegadores, leitores de PDF, exibidores de imagens, etc. Isso é um ponto fantástico do Linux, você já tem algo pronto que te ajuda a fazer o básico.

Mas e quando o básico não é suficiente?

E quando vc está tão acostumado a usar um determinado aplicativo que não tem versão para Linux ou você está habituado com uma funcionalidade que não tem nos programas similares do Linux?

Os defensores ferrenhos do linux vão dizer que a culpa é sua por não usar softwares corretos no Windows. Enquanto parte desse pensamento possa estar correta, nossa função aqui não é discutir filosofia de software livre, mas sim ajudar quem está fazendo a transição.

E é aí que entra o Wine.

O Wine é uma camada de tradução (um lançador de programas) capaz de correr aplicações Windows em Linux e noutros sistemas operativos compatíveis com POSIX. Os programas Windows a correr no Wine agem como se fossem nativos, executando sem as penalidades de desempenho ou uso de memória de um emulador, com um visual semelhante às outras aplicações do seu computador.

Wine (acrónimo recursivo para WINE Is Not an Emulator, isto é, WINE Não é um Emulador, em tradução livre) é um camada de compatibilidade para sistemas operativos UNIX que tem como objectivo a implementação da API do Microsoft Windows. Desta forma, em teoria, o Wine permite a execução de aplicações desenvolvidas para ambientes Windows nativamente noutros sistemas operativos. Wine, traduzido literalmente do inglês para o português, significa vinho, o que levou à escolha de uma taça de vinho como logotipo do Wine.

Por reimplementar as bibliotecas do Windows o Wine não é um emulador, não fazendo qualquer emulação para executar software para Windows. O WINE atua, então, algo como um "tradutor”.


Na prática, isso quer dizer: Instale o Wine, configure ele, tente instalar o aplicativo. Se rodar, ótimo! Se não rodar, consulte o site do Wine e veja se existe algum ajuste que possa ser feito para o seu programa favorito rodar.

Vou exemplificar com o meu player favorito de Audio, o XMPlay.

Vamos ver os passos para o Ubuntu 14.04. Digitem no terminal:

sudo add-apt-repository ppa:ubuntu-wine/ppa 
sudo apt-get update 
sudo apt-get install wine
sudo apt-get install winetricks
sudo apt-get install playonlinux
sudo apt-get install wine-launcher-creator

Isso irá instalar o Wine, o WineTricks e o Wine Launcher Creator.  Vamos agora a um pequeno guia de como usa-los:

Primeiro vamos configurar o Wine. Clique no menu Applications -> Wine -> Configure Wine, ou procure no Unity por Winecfg ou chame o WineCfg via terminal:


winecfg




Aqui escolhemos a versão do Windows que será "emulada" (por falta de termo melhor).  Eu deixei Windows 7.

Na aba Drives, podemos configurar as "unidades" que a aplicação irá enxergar como Unidades do Windows.



Na guia de Audio, podemos configurar a saida de som que as aplicações irão usar e podemos testar o audio. Aqui, eu deixei tudo no padrão.



E é isso.



O diretório "C" do Wine fica em /home/seu usuario linux/.wine/drive_c   (note o .wine, que significa que é pasta oculta).

Ali, vemos que existe a mesma estrutura de pastas de um drive C do windows.



Agora, para instalarmos uma aplicação do Windows, podemos fazer de algumas formas.  Se é uma aplicação que não precisa instalar, como o XMPlay, apenas descompactamos ela dentro da pasta Program Files e a executamos.

Caso a aplicação possua um instalador, devemos clicar com o Botão direito do Mouse sobre ele e irmos em Abrir com -> Wine Program Loader. Deixamos a instalação seguir normalmente e caso dê tudo certo, acessamos a pasta dentro do .wine/drive_c para abrirmos o programa. Caso dê erro, procure no WineHQ. As vezes você encontra uma dica do que fazer:  http://appdb.winehq.org/


Seguindo com o nosso exemplo do XMPlay, eu baixei o binário compactado do zite oficial: http://support.xmplay.com/files_view.php?file_id=653   extraí na pasta Program Files (x86) dentro do Wine.  Para abrir o programa, clicamos com o Botão direito do Mouse sobre ele e vamos em Abrir com -> Wine Program Loader  




Graças ao Wine, só precisamos fazer isso :)  




O que funciona:  Tocar músicas, todos os plugins (tenho vários para vários formatos de arquivo de musicas de consoles, trackers, MIDIS!, etc), scrooble para o lastFM, tocar pastas inteiras, arrastar pastas/arquivos e soltar dentro da janela, os temas, atalhos de teclado. Ou seja, basicamente tudo.

O que não funciona: Associação de Arquivos.

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UPDATE: 27/06/2014

Corrigi as associações de arquivos. Agora, um duplo clique nas mp3 chamam direito o XMPlay!

Descubra como aqui: http://mudandoparaolinux.blogspot.com.br/2014/06/abrir-arquivos-com-um-programa-do-wine.html

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Concordo com vocês e sim, essa forma de abrir o programa é ruim.  Mas vamos trabalhar nisso.  Instalamos também o Wine Launcher Creator.  Ele está disponível em Applications -> System Tools -> Wine Launcher Creator  (seguindo os menus do MATE), ou procurem por Wine Launcher Creator no menu do Unity.




No primeiro campo selecionamos o local aonde está o programa, no campo Name escolhemos o nome do atalho.  Abaixo, podemos ver os ícones da aplicação e selecionar o que acharmos melhor. Quando tudo estiver terminado, clicamos em "Create EXE Launcher".

O Wine Launcher Creator irá criar um atalho para a aplicação no seu desktop. Esse atalho agora pode ser arrastado para as suas barras de ferramentas, tipo um "inicializacao rápida". Vejam:

 

Abrir o programa agora está a um clique! 

Ainda temos que trabalhar para definir a associação de arquivo para essa aplicação.  Mas isso eu não consegui fazer. :(


Mesmo mudando a associação para o XMPlay, quando reinicio o sistema o Ubuntu volta para o player de audio padrão.  Mas, consegui fazer com que o XMPlay apareça no menu ao clicar com o botão direito, o que é praticamente a mesma coisa.

Para fazer isso, vá até a pasta /home/seu usuario linux/.local/share/applications   Vejam que o Wine Launcher Creator colocou um atalho para a nossa aplicação ali também, dentro da pasta wlcreator. Copie o atalho de lá e coloque-o na pasta anterior (applications)

Agora, abra o arquivo mimeapps.list com o editor de texto. Cole no terminal: 


gedit ~/.local/share/applications/mimeapps.list


E adicione os campos, dentro de [Added Associations]. Aqui, eu sei que as extensões são essas. Veja:



O Audio/mpeg informa para o navegador de arquivos mostrar a opção em arquivos mp3, mp4, etc.  O inode/directory informa para exibir a opçao para pastas.

Após salvar o arquivo, ao clicar com o mouse sobre uma pasta, ou sobre um arquivo de audio, vemos isso:



E era isso o que eu queria :)    Não abre direto, mas isso já supre essa necessidade!

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UPDATE: 27/06/2014

Corrigi as associações de arquivos. Agora, um duplo clique nas mp3 chamam direito o XMPlay!

Descubra como aqui: http://mudandoparaolinux.blogspot.com.br/2014/06/abrir-arquivos-com-um-programa-do-wine.html

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Posso usar no Linux um player de audio que eu gosto, que sou familiar com o comportamento e os atalhos, que tem todos as funcionalidades que eu preciso.  Não consegui corrigir as associações de arquivo, mas consegui uma forma de "minimizar" esse problema. Para mim está perfeito.

Aqui, por enquanto estou usando 4 programas via Wine e todos estão funcionando a contento:

  • XMPlay (só não funcionou as associações de arquivo).
  • FoxITReader (só não funcionou as associações de arquivo).
  • IrfanView (não funciona: Area de Transferencia e Scanner/Impressora)
  • uTorrent (não funciona: Parte da lista de arquivos. O resto está OK)


Resumindo: O Wine é fantástico!


Mas e o WineTricks?

O Winetricks é um assistente para instalar os programas via Wine. Ele já faz para você as configurações necessárias para o programa rodar.  O Lado bom é que você não precisa se preocupar. O lado ruim é que o número de aplicações é pequeno, por isso que eu resolvi mostrar como fazer "na mão", porque pode ser que vocês não encontrem o programa lá.  O XMPlay, por exemplo, não tem lá.

Outro programa similar ao WineTricks é o Play on Linux.  Ele é voltado mais para a instalação de Games, porém já tem vários aplicativos lá. Microsoft Office inclusive ;)



O playonLinux eu recomendo a vocês darem uma explorada. Ali tem bastante coisa.

Fontes:
http://wiki.winehq.org/Debunking_Wine_Myths
http://wiki.winehq.org/ImportanceOfWine
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wine
http://www.diolinux.com.br/2013/07/wine-16-lancado-veja-como-instalar-no-ubuntu.html
http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Instalando-e-configurando-o-Wine/
http://appdb.winehq.org/votestats.php

MATE Desktop

quinta-feira, 5 de junho de 2014


O MATE Desktop é um ambiente Desktop feito como uma continuação do visual do Gnome 2. A ideia dele é manter as coisas familiares como eram antes do Gnome 3 e do Unity.


Gnome? Ambiente Desktop?


Vamos a uma pequena introdução então:

 O Gnome é um ambiente Desktop para Linux que existe há muito tempo (15 anos) e que sofreu uma grande mudança entre as versões 02 e 03.

Até as versões 02.X, o Gnome buscava um visual mais estilo OSX. Na versão 03, o Gnome procurou se aproximar do Unity do Ubuntu.

Veja (clique para ampliar):



Gnome 1

Gnome 2


Gnome 3




A Evolução para a versão 03 foi muito polêmica. Até Linus Torvalds criticou .

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Voltando ao post, o que eu dizia é que o MATE Desktop é feito aonde o Gnome 2 parou. Então podemos esperar dele os novos recursos do Gnome 3, mas com o visual já familiar e clássico do Gnome 2.

Ele é feito pela equipe do Linux Mint e é um substituto muito bom ao Unity (se vc está no Ubuntu). Recomendo a tentativa. Eu estou usando e está indo bem.

O Site Oficial lista que o MATE Desktop suporta um grande número de distros famosas:


  • Arch Linux
  • Debian
  • Fedora
  • Gentoo
  • Linux Mint
  • Mageia
  • openSUSE
  • PCLinuxOS
  • PLD Linux
  • Point Linux
  • Sabayon
  • Salix
  • Ubuntu


E ele também lista os 6 principais apps da interface:  Gerenciador de Arquivos, editor de textos, visualizador de imagens, visualizador de PDFs, Gerenciador de arquivos compactados e Terminal.

/assets/img/mate/caja.png/assets/img/mate/pluma.png/assets/img/mate/eom.png/assets/img/mate/atril.png/assets/img/mate/engrampa.png/assets/img/mate/terminal.png


E lá também descobrimos que o MATE vem de "Erva Mate", uma erva muito comum no sul do Brasil usada para fazer chimarrão. Você faz tipo um chá-super-super-super-quente dela e bebe assim, super-super-super quente. 


(Eu não gosto. Muito quente pro meu paladar :P)



No site oficial também tem um guia de instalação: http://wiki.mate-desktop.org/download

Vamos ver os passos para o Ubuntu 14.04 (digite no terminal):

sudo add-apt-repository "deb http://repo.mate-desktop.org/archive/1.8/ubuntu trusty main"
Feito isso, inicie a instalação:
sudo apt-get update

sudo apt-get install mate-core mate-desktop-environment mate-notification-daemon mate-desktop-environment-extra

Após a instalação, faça logout. No proximo Login, você podera selecionar o MATE, clicando no ícone indicado:
:)

Mover os Botões de Controle das Janelas

terça-feira, 3 de junho de 2014


Uma das coisas que mais me incomoda no Linux (e me incomodava no MacOSX quando eu usei ele) são os botões de controle de janelas no lado Esquerdo. Sabe, o Maximizar, Minimizar e Fechar.

Seria tão legal se desse para mudar para o lado direito... Pois é, dá :)

Desculpem, mas só sei fazer isso no Gnome/Unity. Eu vou instalar o KDE aqui e depois atualizo esse post.


No Ubuntu, com Gnome, procure por um aplicativo chamado dconf no gerenciador de pacotes, ou instale direto via terminal.

sudo apt-get install dconf-tools

Feito isso, inicie ele via terminal:

dconf-editor &

Você verá que ele possui uma estrutura similar ao navegador de pastas ou ao Regedit do Windows. Aqui, precisamos ir até:

org -> gnome -> desktop -> wm -> preferences



Faremos mudanças no registro chamado button-layout

O original é close,minimize,maximize:   iremos mudar para :minimize,maximize,close

O : determina em que posição da janela os comandos estarão. À esquerda deles, ficam no lado esquerdo. Na direita, do lado direito. Legal, né?

Assim que vc terminar de alterar e fechar o dconf, os botões mudarão nas janelas.



:)


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fonte: http://askubuntu.com/questions/174292/how-can-i-move-all-the-window-controls-to-the-right-or-left

Compiz no Ubuntu 14.04

domingo, 1 de junho de 2014



Já demos umas dicas aqui e ali sobre o Compiz, mas elas estão desatualizadas. Vamos repassar então:

O Compiz é uma espécie de complemento ao "explorer" do Linux. Não importa se o teu gerenciador de Janelas é Gnome, KDE ou Unity, o Compiz pode adicionar alguns efeitos legais a ele.




Nesse video o Herbert mostra alguns efeitos possíveis. 

Para instalar esse pacote, procure no gerenciador de pacotes por "Compiz" e instale os dois primeiros e também o "Compiz Settings Manager"



Também é possível ir via apt-get:

sudo apt-get install compiz compizconfig-settings-manager compiz-plugins-extra compiz-plugins-main compiz-plugins 

Após tudo instalado, procure no Menu System -> Preferences -> CompizConfig Settings Manager (aqui estou no Gnome). Ou digite CompizConfig na área de busca do Unity.



Aqui você pode habilitar e desabilitar os vários recursos possíveis. Um divertido é o Wobbly Windows (Janelas gelatinosas).

Para ativar o Compiz, abra um terminal e digite: 

compiz --replace

Isso fará ele se iniciar "sobre" o gerenciador de janelas atual.

Para fazer com que o Compiz inicie junto com o sistema, adicione o comando acima como um programa inicializavel. No Gnome vá no menu System -> Preferences -> Startup Applications







E pronto!


Fonte:  https://help.ubuntu.com/community/CompositeManager#Compiz

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Perdoem-me os puritanos. Usei de algumas "licenças poéticas" para explicar sobre gerenciadores de janelas aqui. Não adianta falar sobre efeitos de composição e buffer overlay com que tá começando no pinguim :P

Wallpaper Dinamico II

sábado, 31 de maio de 2014


Uma das coisas que eu faço primeiro, ao colocar as mãos num sistema operacional, é ajustar o wallpaper.

Em sistemas da MS, existe a opção de selecionar uma pasta inteira e mandar trocar o wallpaper a cada XX minutos. No Ubuntu 14.04 não encontrei essa opção  :(

Já havia comentado uma solução para esse problema lá em 2010, mas ela parou de funcionar. Pesquisando sobre soluções novas, encontrei o Wallch. > http://melloristudio.com/wallch

Selecione uma pasta, selecione o tempo e click em Start.

Só isso :)
sudo apt-get install wallch
Ou você pode acessar o sourceforge oficial e baixar o .deb e instalar manualmente.

Xubuntu

segunda-feira, 24 de março de 2014

Olá a todos.

Primeiramente gostaria de dizer que inúmeros acontecimentos me distanciaram do Blog (apesar de essencialmente ainda estar por perto, respondendo comentários, e-Mails, etc sempre que possível).
E que esse retorno do Mega de certa forma, criou um novo ânimo, mas não posso me comprometer a posts freqüentes. Sempre que possível, estarei por aqui.

Nesse em especial, gostaria apenas de citar/indicar o Xubuntu. Mais uma vertente da família "Buntu". 
Não é novidade que sempre fui contrário a interface Unity. Apesar de esforços e gambiarras para um desktop mais decente, nada foi como antes. 
Eu já tinha visto o Xubuntu por cima, mas foi então que uma colega de trabalho indicou com empolgação. Uma versão com a interface XFCE. Que preza pela leveza e toda a facilidade de outrora.

Estou usando a mais de 1 ano (tanto no trabalho, quando em casa) e posso dizer sem medo que é a melhor versão Linux que já lidei.

Aos interessados: http://xubuntu.org/

[]s

Crytek mostra uma prévia da CryEngine para Linux

quarta-feira, 12 de março de 2014



O sistema operacional SteamOS e os PC Gamer Steam Machines, ambos desenvolvidos pela Valve, completam 6 meses desde seus anúncios, Linus Torvalds acredita que a implementação desses produtos dará uma acelerada na adoção do Linux entre os usuários.

Desde que foi anunciado pela empresa de Gabe Newell, fabricantes de hardware como AMD, Intel e Nvidia também se comprometeram a fornecer um melhor suporte para o Linux.

Mas não adianta apenas o apoio das fabricantes de hardware se o Linux não tiver o suporte dos desenvolvedores de jogos e engines gráficas para jogos, como a Crytek, que mostrou sua CryEngine otimizada para o sistema do "Pinguim" durante o evento GDC 2014.

A Crytek mostrou uma prévia do jogo free-to-play para dispositivos móveis: The Collectables?, correndo sobre seu motor gráfico CryEngine, o jogo que terá suporte de vários outros sistemas operacionais, como Apple iOS, Google Android, bem como SteamOS e outras distribuições Linux.

O que difere o suporte ao Linux pela Crytek de outras desenvolvedoras de jogos, como a Epic Games com seu motor Unreal Engine, é o fato de que a CryEngine estará otimizada para o Linux, com isso oferecerá uma excelente experiência de jogo.




Fonte: http://www.gamevicio.com/i/noticias/184/184041-crytek-mostra-uma-previa-da-cryengine-para-linux/index.html